Quem trabalha

Em um ponto tão movimentado da cidade como o terminal Parobé é normal que haja comércio no local. Um dos comerciantes é Sérgio Duarte, que trabalha no terminal há 20 anos. Sérgio mora em Guaíba e se desloca para o terminal todos os dias, mesmo nos finais de semana e feriados. Ele diz nunca ter tirado férias. Sua loja nunca fecha, mesmo durante as madrugadas, quando sempre há ao menos um funcionário no local. Segundo Sérgio, a situação das vendas já foi melhor, tendo o movimento caído cerca de 70%. O principal público de seu estabelecimento são os populares que embarcam e desembarcam nos ônibus do terminal. Além dessas vendas, sua loja sobrevive através da comercialização de produtos para restaurantes próximos. Sérgio conta que a diminuição no volume de vendas é causada pelo grande número de estabelecimentos comerciais existentes também fora do centro da cidade.

Sérgio mora em Guaíba e trabalha há 20 anos no Terminal (Foto: Manoella van Meegen)

Sérgio mora em Guaíba e trabalha há 20 anos no Terminal (Foto: Manoella van Meegen)

É comum, ao descer do ônibus no terminal, ou enquanto se aguarda o transporte chegar, se deparar com um grande número de lancherias.  De acordo com a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC), são pelo menos 11 estabelecimentos que atuam no terminal Parobé. O Coordenador de Próprios Municipais da Smic, Antônio Lorenzi, explica quais as competências da entidade no terminal.

Foto: Manoella van Meegen

Foto: Manoella van Meegen

Os permissionários que atuam no terminal não tem autorização para operar no local. No entanto, segundo Antônio Lorenzi, essa situação já está sendo regularizada junto a SMIC. Os comerciantes terão agora um termo de permissão para atuar no terminal.

Em relação a fiscalização de ambulantes no terminal, a Smic tem outro setor responsável pela atuação.


Tripulação e fiscalização

Xirú, motorista da Carris, avalia a estrutura do Terminal Parobé como regular. (Foto: Manoella van Meegen)

Xirú, motorista da Carris, avalia a estrutura do Terminal Parobé como regular. (Foto: Manoella van Meegen)

Trabalhando como motorista de ônibus na empresa Carris há 26 anos, Rony Soares Magalhães – mais conhecido como Xirú – pôde observar as mudanças dos terminais durante todo esse tempo. Atualmente circulando pelas linhas C2 e C3, seu Xirú diz que nem todos os terminais sofreram modificações – alguns melhoraram, mas outros ainda permanecem os mesmos. Para ele, o terminal Parobé possui uma estrutura regular. “Existem piores”, ressalta. Lá, os motoristas possuem uma estrutura especial oferecida pela empresa, onde é possível realizar algumas refeições.

O fiscal Hamilton fala do maior contato com os passageiros no Terminal, mas reconhece a violência que ronda a região. (Foto: Manoella van Meegen)

O fiscal Hamilton fala do maior contato com os passageiros no Terminal, mas reconhece a violência que ronda a região. (Foto: Manoella van Meegen)

Hamilton Santos dos Anjos trabalha como fiscal há quatro anos, mas está na empresa Consórcio Operacional Zona Norte (Conorte) há 18. Seu trabalho basicamente se resume em controlar e anotar os horários das linhas e apoiar o motorista e o cobrador nas filas para embarque e desembarque. São dois fiscais para atender as cinco linhas da empresa. Hamilton atua no Parobé nos finais de semana, e no restante dos dias, em outro terminal. Ao ser questionado sobre a diferença entre os dois terminais, responde sem pensar muito: o nível de interação com os passageiros.

O Parobé está localizado ao lado de um ponto turístico central, e por isso os fiscais acabam sendo um ponto de referência para as pessoas que precisam de informações gerais sobre a cidade. “Tem que conhecer tudo, toda a cidade, não só sobre as nossas linhas. Não é o nosso trabalho, mas nós acabamos fazendo esse atendimento também”, conclui Hamilton, enquanto faz anotações em seu bloquinho. Durante o tempo da entrevista, duas pessoas o procuraram para pedir informações sobre horários e ruas da cidade.

Foto: Manoella van Meegen

Foto: Manoella van Meegen

A Conorte possui uma estrutura dentro do terminal, onde os fiscais podem permanecer e fazer suas refeições. Hamilton conta que fica dentro dessa estrutura em um horário muito específico – das 6h até as 8h30. O motivo, segundo ele, é a onda de violência que atravessa o local durante a madrugada, em que muitos saem das festas “inferninho” e passam por lá puxando briga.

Passa4

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